quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Jonas indicou assessor que foi preso, para a prefeitura, assim que assumiu o cargo

Cargos comissionados só são ocupados por pessoas de confiança do gestor (Jonas Donizette -PSB). Nesta semana, Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Militar desarticularam as principais lideranças do PCC- Primeiro Comando da Capital -na região de Campinas.Entre os 10 presos está um homem de confiança de Jonas,
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que vivia dentro do gabinete e aparece em fotos com o prefeito. Alexandre Corá Francisco, o Xandão como era conhecido, filiado ao PSB, mesmo partido do Jonas, foi nomeado para ser assessor do Gabinete do prefeito em janeiro de 2013, assim que Jonas Donizette assumiu a prefeitura de Campinas.
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Os promotores do Gaeco suspeitam que a facção criminosa que ele faz parte financia campanhas eleitorais na região. (Dinheiro do tráfico transferido para fazer campanhas políticas). O assessor detido, segundo o secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, fazia a interface entre a administração e os presidentes dos bairros de Campinas. Para isso, ele recebia cerca de R$ 7 mil por mês dos cofres públicos.
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Jonas denunciado à Justiça

Em novembro a promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal, ofereceu denúncia à Justiça contra o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) e o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo por improbidade administrativa. Eles são acusados de promover a contratação indevida de funcionários comissionados. Na ação ajuizada na Vara da Fazenda Pública de Campinas, a promotora diz que Donizette e Romêo usaram a empresa de saneamento para “a prática de clientelismo e não para melhorar a eficiência do serviço público”.
Ela pede que os dois sejam condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa equivalente a 100 vezes a remuneração do prefeitoA promotora pede ainda, a redução no número de comissionados dos atuais 196 para apenas 15 servidores e a declaração de inconstitucionalidade do Estatuto Social da Sanasa, que estabeleceu os critérios para a criação de cargos em comissão.
A promotora diz que, sem contar a Câmara de Vereadores, a prefeitura e entes da administração indireta, como Ceasa, Setec, Emdec, etc, existem 1.418 cargos em comissão. Esse número, diz ela, “supera países como França e Alemanha que, juntos, somam 500 vagas”.
A promotora diz ainda que na Sanasa – assim como na prefeitura e nos demais entes da Administração indireta – “os cargos comissionados vão se distribuindo em uma cadeia hierárquica imensa de chefes de chefes e de chefes, por sua vez, com seus respectivos assessores, até o ponto de não se saber, afinal, quem está, de fato, sendo chefiado”

O cabide de empregos de Jonas Donizette

Há meses o Ministério Público ingressou com uma ação civil pública de improbidade administrativa contra a administração do prefeito Jonas Donizette (PSB), para reduzir a quantidade de cargos comissionados.Jonas utiliza estes cargos para nomear pessoas de partidos que apoiam o governo e garantir a maioria na Câmara Municipal da cidade, aprovando leis absurdas. E o nepotismo parece ser uma prática comum para Jonas. Seus familiares acabam sendo beneficiados nestas nomeações. Seu sobrinho, Michel Ferreira, é chefe de Gabinete da prefeitura. Este tipo de negociata tem valor alto aos cofres públicos
A promotoria colheu diversos depoimentos dos comissionados. Confira abaixo o absurdo que chegou a administração de Campinas.
“Fui indicado pelo Diretório do PSB”, Reginaldo P., que trabalha na vistoria de terrenos para a Secretaria de Habitação.
“Fui convidada pelo secretário porque ele é um grande amigo de meus pais e o conheço desde que nasci. Meus pais militam no PSDB”, Gabriela B. de L., assessora da Secretaria de Gestão e Controle.

“Conheço Jonas Donizette porque sempre prestei serviços ao PSB, fazendo filmes para a sua campanha política”, João B. S., assessor da Secretaria de Comunicação.

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